SP 464 anos – ONGs que você pode ajudar para deixar a cidade melhor vol. 3

O aniversário de 464 anos de São Paulo foi uma festa! Mas acabada a comemoração, voltamos à vida normal, e nossa pequena grande cidade continua com seus problemas estruturais complexos. Esse é o terceiro e último post com instituições e ONGs que fazem um trabalho essencial para tornar São Paulo mais humana e democrática. Já falamos das entidades que cuidam de crianças, mulheres e LGBT, e também das que ajudam pessoas em situação de rua, animais e na educação. Para fechar, aqui estão as ONGs e instituições que lidam com refugiados, sustentabilidade, saúde e alimentação, e com os espaços públicos. Fora todas essas opções, existem ainda centenas de outras que contam com a tua ajuda, por menor que seja ela. Não tem desculpa para não colaborar. Com certeza, você vai fazer alguém feliz, e vai você mesmo viver melhor!

6- Refugiados

Adus Brasil

A Adus Brasil, Instituto de Reintegração do Refugiado, foi fundada em 2010 e faz um belo trabalho para reintegrar refugiados em São Paulo. Eles oferecem aula de português, cursos de qualificação profissional, apoio psicológico, inserção no mercado de trabalho, instrução e preparação em empreendedorismo e ações culturais. A Adus criou também uma escola de idiomas, a Conectadus, na qual refugiados ministram aulas de inglês, francês e árabe; e um projeto de gastronomia, a Sabores & Lembranças, onde eles realizam workshops de gastronomia e serviços de catering. São 500 pessoas, de mais de 50 nacionalidades, atendidas mensalmente, sobretudo da Síria, do Congo, da Palestina, da Angola e da Colômbia. Em sua história, eles já ajudaram mais de 5 mil refugiados, sendo que 550 conseguiram ser inseridas no mercado de trabalho.

Como ajudar: Doando dinheiro, seja pontualmente ou doação mensal recorrente.

Como doar: Acessando o “Doe e seja um amigo Adus”. O contato pode ser feito também por telefone +55 (11) 3225-0439 / +55 (11) 94744-2879.

Bibli-ASPA/Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul – Países Árabes – África: É um centro de pesquisa, cultura e ações sociais com objetivo de oferecer atividades de formação, reflexão e conscientização acerca de povos africanos, árabes e sul-americanos, além de refugiados e imigrantes de qualquer nacionalidade. O programa para refugiados atende 300 refugiados de mais de 40 nacionalidades por semana, oferecendo curso de português e cultura brasileira, alimentação, transporte, roupas e acesso a serviços públicos. Também há cursos de francês, árabe, inglês e espanhol dado por refugiados com o objetivo de incrementarem suas rendas.

Abraço Cultural: É um projeto pioneiro, que tem refugiados como professores de cursos de idioma e cultura. Entre os vários objetivos, um deles é gerar renda e a valorização pessoal e cultural de refugiados residentes no Brasil. O projeto atualmente tem presença em São Paulo e também no Rio de Janeiro.

8- Comunidade e Sustentabilidade

Cataki

Sabe aquela garrafinha de água que você comprou na esquina? Só não vai parar em estômago de baleias azuis por causa dos catadores. Sabe aquele cara com um carrinho que você buzina por que está atrapalhando o trânsito? Os catadores coletam cerca de 90% de tudo que é reciclado no Brasil. Trabalhadores autônomos, são a base da pirâmide de um setor não regulado e não reconhecido. Sobrevivem com a venda do que coletam. Plástico e papelão por exemplo, valem cerca de R$ 0,20 / kg, e o vidro cerca de R$ 0,05 / kg. O Cataki existe para aproximar geradores e catadores de resíduos, aumentando reciclagem e renda. São materiais recicláveis, e não lixo.

Como ajudar: Baixando os materiais no site e divulgando a campanha, com flyers e adesivos. Você também pode ajudar a cadastrar os catadores próximos da sua residência.

Como doar: Mandando um email diretamente para eles.

Outras entidades de comunidade e sustentabilidade

Teto: Há 10 anos no Brasil, o TETO é uma organização internacional que constróe casas lado a lado dos moradores de comunidades, o TETO busca construir moradias mais dignas, promover a educação de crianças por meio de oficinas de leitura, formar lideranças comunitárias e envolver toda comunidade em projetos de melhoria para seus bairros.

Flor Gentil: Eles recebem flores que seriam descartadas, de eventos e casamentos, e são entregues em casas de repouso, instituições assistenciais e para pessoas de baixa renda. Um projeto único que alia responsabilidade social e sustentabilidade. Todo o trabalho é feito através de mão de obra voluntária: desde o recolhimento das flores em galpões de decoradores parceiros, passando pela triagem do material recebido, confecção dos novos arranjos e entrega nas casas de repouso cadastradas no projeto.

Amigos do bem: O que começou com recolhimento e doação de roupas, os amigos do bem expandiram suas ações. Hoje querem promover uma transformação efetiva e não apenas assistencialista, com base na educação, trabalho, saúde e construção de infra-estrutura.

9- Espaço Público

Oficina Municipal

A Oficina Municipal é uma Escola de Cidadania e Gestão Pública que realiza atividades de formação humana e capacitação técnica voltadas às pessoas que se dedicam à gestão de políticas públicas municipais. Por meio da educação, eles realizam também diversas atividades para promover o engajamento dos cidadãos e cidadãs em seus bairros e comunidades e despertar seu interesse para os assuntos políticos locais e nacionais, sobretudo, sobre os problemas da gestão pública municipal. Desse trabalho com comunidades municipais, e das muitas iniciativas são fruto da colaboração entre organizações da sociedade civil, empresas, universidades e poder público, surgem soluções criativas, solidárias e intersetoriais para os problemas sociais, ambientais e econômicos da cidade.

Como ajudar: A Oficial Municipal acolhe voluntários em projetos específicos, que promovem a participação ativa na vida pública da cidade. Basta mandar um email para saber quando e como ajudar.

Como doar: Eles dependem de parcerias com prefeituras, empresas, fundações e institutos, mas aceitam também doações de pessoas físicas que podem ser descontadas do IR. Os dados para depósito estão aqui.

A Craco Resiste: Mais do que uma instituição, a Craco Resiste é um coletivo formado em 2016 que se contrapõe à violência policial na Cracolândia da Luz. Eles formam uma rede de apoio a dependentes através de discussões com militantes e com os próprios usuários, e promovendo vigílias com atividades de lazer e cultura para trazer visibilidade aos problemas sociais da região e para oferecer dignidade a essas pessoas que vivem à margem da sociedade.

Parque Augusta: Não é uma ONG, nem uma instituição em si. O Parque Augusta é um grupo autogerido de maneira horizontal, que se formou ao redor da vontade de trabalhar e ter prazer na construção de um parque público num quadrilátero do centro que hoje está nas mãos de uma construtora. Todo o trabalho deles é uma grande manifestação de arte e cultura para dar visibilidade ao projeto do parque. Para ajudar, basta se juntar ao grupo e participar das atividades.

Projeto Garrido Boxe: Um garoto em situação de rua pediu ao treinador de boxe Nilson Garrido que o ensinasse a luta. Ele tirou todos os equipamentos que tinha em uma academia na Zona Leste, e as colocou embaixo do Viaduto do Café, no Bixiga, num espaço cedido pela prefeitura. Hoje o espaço atende cerca de 150 pessoas por dia, ajudando na reintegração social de pessoas em situação de rua através do esporte e da leitura. Você pode ajudar doando alimentos, equipamentos, material para pequenas reformas, etc. O ideal é entrar em contato com o Garrido por email para saber o que eles estão precisando.

10- Saúde e Alimentação

Banco de Alimentos

O Banco de Alimentos quer minimizar os efeitos da fome e combater o desperdício de alimentos, permitindo que um maior número de pessoas tenha acesso a alimentos básicos e de qualidade.  Para isso eles atuam em três frentes. A primeira é a da colheita urbana, um processo que consiste basicamente em coletar excedentes de estabelecimentos comerciais e transportá-los para instituições de caridade. Não se trata de distribuir restos de comida, mas sim alimentos que ainda nem foram (ou não irão) para a panela e estão dentro da validade, como legumes, massas, frutas, entre outros. A segunda frente é a da educação, na qual levam palestras, workshops e oficinas aos profissionais das próprias ONGs – cozinheiros, cuidadores, voluntários ou auxiliares- e para estudantes do Centro Universitário São Camilo, ensinando formas de manipular adequadamente os alimentos e evitar o descarte de partes com alto valor nutricional. Além disso eles estendem  ações educativas para a população em geral e iniciamos nossa terceira frente: a conscientização da própria sociedade.
Como ajudar: Identificando  algum local que tem excesso de alimentos para distribuir, você pode ser um parceiro da ONG.

Como doar: Você pode colaborar mensalmente a partir dos R$ 10.

Outras entidades de saúde e alimentação

Horas da vida: Site onde profissionais da saúde se voluntariam a dar consultas gratuitas. O objetivo é proporcionar acesso à saúde para pessoas de baixa renda.

Cren: Eles trabalham com o consumo consciente e aproveitamento integral dos alimentos, nós jogamos fora partes importantes que poderiam ser consumidas.

Dentista do bem: Contam com o trabalho voluntário de médicos dentistas que atendem nos seus próprios consultórios crianças e jovens carentes entre os 11 e os 17 anos, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos.

Beabá: É uma entidade sem fins lucrativos com a missão de desmistificar o câncer e informar de maneira clara, objetiva e otimista sobre a doença e o tratamento para crianças, adolescentes e seus acompanhantes.

 

Para finalizar, no Social Good Brasil e Portal Ecoera você encontra mais uma série de entidades de São Paulo de todo o país, que você também pode colaborar.

Não esqueça de ver o volume 1 e o volume 2 dessa série.

*Foto do destaque: Flickr – mlsirac

Renato Salles

Paulistano da gema e da clara, conhece o mapa de São Paulo melhor que muito taxista (mas foge do trânsito como da cruz!)

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