O Japão sem estereótipos da Japan House

Depois de muita espera – e muita expectativa – a Japan House abre para o público no próximo dia 6 de maio. A casa, que fica na avenida Paulista, tem a missão de modernizar a ideia que temos hoje do Japão, e ser um centro cultural, restaurante, café, loja e hub para negócios entre o Brasil e o país. “A Japan House é uma plataforma flexível, bidirecional e interativa. Não é apenas um lugar. É um corpo móvel, dinâmico e ativo que junta pessoas com diferentes ideias e intenções em um processo conjunto de criação”, é assim que o diretor do escritório de estratégia de comunicação do governo japonês, Naoto Nakahara, define a casa.

Japan House. Foto: Rogério Cassimiro
Japan House. Foto: Rogério Cassimiro

Esta é a primeira de outras 3 Japan Houses que serão inauguradas no futuro: a Paulista é responsável por absorver a América do Sul; a de Londres, será responsável pela Europa e a de Los Angeles, pela América do Norte. É a porta de entrada para pessoas que nunca tiveram curiosidade em conhecer o Japão, mas também  para pessoas que já conhecem terem outras visões de um país tão complexo. A ideia é transmitir o país em sua totalidade.

A escolha da Paulista para abrigar a casa não poderia ser mais natural. É um lugar central, com fácil acesso para a cidade toda e espera-se formar um corredor da cultura com as outras instituições da avenida, como Masp, Casa das Rosas e Itaú Cultural. A Japan House pretende se articular com esses lugares para ações em conjunto.

Obra Chikuunsai IV Tanabe. Foto: Rogério Cassimiro
Obra Chikuunsai IV Tanabe. Foto: Rogério Cassimiro

Na programação, já são oito exposições confirmadas para ocupar o prédio de 2 mil e quinhentos metros quadrados esse ano. A primeira dela é Bambu – Histórias de um Japão, que fica por lá até dia 09 de julho. Nela é possível ver a importância do material na cultura japonesa, que eles ali chamam de protagonista silencioso, já que não é símbolo do país, como por exemplo é o maple no Canadá, mas que está por todas as partes, da cerimônia do chá à arte – são cinco mil usos catalogados para o bambu no país. Além da exposição, para sua inauguração a casa preparou uma apresentação de dois grandes nomes da música japonesa, Ryuichi Sakamoto e Jun Miyake, na área externa do auditório do Ibirapuera nesse domingo. O show é gratuito.

Sobre as outras exposições que virão esse ano, elas contemplarão assuntos como tecnologia, arquitetura, design e mobilidade urbana. Já espere Kengo Kuma e Sou Fujimoto e suas obras de arquitetura efêmera, Kohei Nawa e suas nuvens de espuma e Shunji Yamanaka com impressões articuladas 3D.

Lojas e alimentação

Madoh. Foto: Rogério Casimiro
Madoh. Foto: Rogério Casimiro

As lojas presentes na Japan House são por enquanto a Furoshiki, com lenços lindíssimos que são usados como embalagem ou decoração; e a Madoh, que tem uma variedade de produtos, como peças de design, utensílios, comida e bebida. Em breve, o espaço ganha duas novas pop-up stores: a nossa querida Muji aparece por lá, com produtos básicos e funcionais; e a Beams Japan, que faz uma conexão entre moda e cultura, em peças de roupas, papelaria e arte. O espaço conta ainda com uma biblioteca com cerca de 1900 livros, nos temas comer, viajar, estilo de vida, cultura, tecnologia, design crianças, arquitetura, Japão e Brasil. A curadoria é feita por Yoshitaka Haba, da empresa Bach.

Junji Sakamoto. Foto: Rogério Cassimiro
Junji Sakamoto. Foto: Rogério Cassimiro

No quesito comida, quem comandará o restaurante do local é Jun Sakamoto. O Junji Sakamoto terá colaborações com outros restaurantes e vai apresentar receitas típicas com ingredientes tradicionais . Abrirá de terça a sábado, para almoço e jantar e no domingo somente para almoço. Além do restaurante, o Imi Café fica no térreo e terá doces e chás japoneses, com opções brasileiras, como pão de queijo, pão de milho e café.

Japan House
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista
Terça a Sábado, das 10h às 22h; Domingos e feriados, das 10h às 18h

* Foto de capa: Rogério Cassimiro

Dani Valentin

Campineira que adotou São Paulo como cidade do coração. Botequeira e vegetariana, ela ama histórias curiosas e obscuras.

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