Para sua agenda de izakayas: Taka Daru

Dentre tantos núcleos gastronômicos que São Paulo movimenta, já faz um tempo que os izakayas vem conquistado um espaço considerável no gosto e no paladar do paulistano, e se espalhando pela cidade. Agora, não é só na Liberdade que você encontra esses botecos nipônicos cheios de sabor, personalidade e tradição.

Não faz muito tempo, fui conhecer esse novo mimo, Taka Daru, inagurado há pouco mais de 2 meses em Pinheiros e a experiência, cá entre nós, foi bem agradável. E posso garantir que mesmo em uma noite chuvosa e fria, um iazakaya cai bem.

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De cara, ao entrar, dá para perceber que o salão é grande mas sucinto, com mesas espaçadas e bem aconchegante. Como é tradição em izakayas, o espaço tem dois bares: um de frente para a cozinha aberta, de onde é possível assistir o chef Takaaki finalizando os pratos, e outro para o bar, na lateral da casa. Embora não tenha usado, a parte externa também parece ser bem aconchegante. E não poderia ser diferente, afinal os sócios do Taka fizeram uma imersão durante um mês em um profundo laboratório de referências no melhor lugar do mundo para isso, o Japão.

Falando de bebidas, serei breve e objetivo. As cervejas são poucas, mas bem escolhidas e com preços bem justos. Creio que essa seleção ainda vá crescer. Já a carta de drinques é mais extensa e mistura clássicos com opções autorais.

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Com uma seção do cardápio dedicado a ele, o saquê, estrela dos izakayas, aparece em diversas opções, nacionais e importadas. Destaque também para o uísque nipônico, que tem conquistado espaço no paladar do brasileiro, e que aparece em duas opções por lá: o mais popular, Suntory Kakubin, e o 12 anos Hakushu. 

Deu pra perceber que beber bem por lá é só questão de escolha, né?

Bom, falemos de comida. O cardápio do Taka Daru é bem democrático e, embora seja um bar e não um restaurante, dá para matar a maior das fomes. O carro-chefe da casa é a seleção dos conhecidos espetinhos servidos em izakayas, que transitam entre cortes de carnes, aves e legumes. Da asinha de frango ao quiabo, do filé de bacon à moela, os espetinhos antes de ir para a grelha são embebidos em um molho tarê caseiro cultivado há duas décadas pelo chef, que é fervido e peneirado seguidamente. Como se faz lá no Japão. Depois disso, direto pra boca!

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As porções, na minha humilde opinião, são a melhor opção. Dá para comer espaçosamente enquanto conversa e provar uma diversidade maior de pratos. O Takoyaki, bolinho de polvo na chapa coberto com maionese, cebolinha verde e lascas de peixe serra, e o Ebiaki, sua versão de camarão, foram os meus prediletos. Quem quiser optar por algo mais leve, sugiro o refrescante Vinagrete de lula e camarão, com leve toque de shoyu, servido com oniguiris grelhados, triângulos de arroz crocantes. Delicioso!

Se a fome for maior que isso tudo, o menu da casa oferece ainda alguns pratos quentes. Tem três sabores de lamen quentinho, além de variações de Sobá. O prato que mais me surpreendeu, virando meu xodózinho, foi o Soborô Don, um prato pouco conhecido dos brasileiros. Feito com arroz coberto por carne moída de frango temperado com tarê tradicional da casa, onde um lindo ovo de codorna repousa. Além de pra lá de saboroso, conforta e sacia.

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Vale lembrar ainda que alguns pratos são flutuantes, pois são como sugestões do chef e mudam semanalmente. Pergunte ao atendente sobre qual a sugestão do dia. O que também não se pode deixar de mencionar é que o Taka Daru oferece de segunda a sexta opções especiais para o almoço.

E vou contar, não sou só eu não. A partir de hoje, em alguns dos nossos reviews, teremos a participação do divertido youtuber Nathan Sanches, do Sobre os 99, fazendo seu review em vídeo aí embaixo. Espero que se divirtam e aproveitem a dica!

Bom apetite!

Taka Daru
Costa Carvalho, 234 – Pinheiros

Ter. a Qui. das 12h às 15h e das 17h30 às 23h. Sex. das das 12h às 15h e das 17h30 às 24h. Sáb. das das 12h às 0h. Dom. das 12h às 18h.

Jo Machado

O Jo é um amante curioso, fiel e sem firulas da cidade. Adora vê-la fluir. Ver suas ruas cheias de vida e histórias. Fica feliz com os causos da cidade de outrora e gostaria de ter vivido por aqui também em outras épocas. Ama a diversidade da cidade, com ênfase na vasta gastronomia presente por aqui. Ele lambe os beiços só de pensar, acredite.

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